Vulkan: Conheçam o futuro dos videojogos

Anunciada em 2015 é baseada na tecnologia da AMD chamada Mantle

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Desenvolvida pela Khronos Group em parceria com a AMD, a Vulkan é uma API tal como o DirectX e o Open-GL

Mas o que é uma API? De uma forma simples e sucinta, uma API (Application Programming Interface) é um conjunto de instruções, rotinas e padrões, definidas para utilizar funções do software para realizar uma determinada tarefa. Funciona, por exemplo, como um robô de cozinha que processa os ingredientes que o utilizador lhe fornece, utilizando os seus métodos e rotinas para preparar o prato desejado.

A Vulkan foi anunciada em 2015 como o Open-GL de nova geração e é baseada na tecnologia da AMD, chamada Mantle.

Vulkan

O Open-GL é uma API que existe em múltiplas plataformas como o Windows e Linux, enquanto que o DirectX apenas existe no Windows. A Vulkan pretende ir mais longe, e para além das plataformas em que o Open-GL é utilizado, também suporta Android, o que é algo espetacular. Imagine num futuro próximo poder jogar no seu smartphone jogos com a mesma fidelidade gráfica que no seu computador.

Vulkan

Outra das plataformas que a Vulkan vai suportar é o Steam OS, o que é algo esperado visto que a base do Steam OS é Linux e a relação entre a Steam e a Microsoft atualmente não é das melhores.

Existe também um grande cuidado com a optimização desta API, apesar de em benchmarks ainda não estar ao nível do DirectX. Observa-se uma grande diferença entre a Vulkan e o Open-GL, provavelmente devido ao facto da Vulkan funcionar a um nível mais próximo do Hardware que o Open GL.

Atualmente suporta os principais motores de jogo, em que os videojogos mais sonantes da atualidade são desenvolvidos, como por exemplo: Unreal Engine, Unity e Cry Engine.

Uma grande desvantagem é o número de títulos suportados, que até á data é uma lista bastante pequena sendo apenas composta por 6 jogos:

  • -Mad Max
  • -Star Citizen
  • -Doom(2016)
  • -Dota 2
  • Roblox
  • -The Talos Principle

Espero que seja uma tecnologia que se desenvolva ainda mais em termos de performance ao ponto de igualar ou superar o DirectX porque nem todos os “gamers” gostam de utilizar Windows, e se actualmente quiserem jogar os títulos mais sonantes da indústria dos videojogos, a uma “framerate” decente, quase que são obrigados a usar Windows.

Esta tecnologia pode desenvolver bastante o “mobile-gaming” e a indústria dos jogos “mobile” pode crescer ainda mais.


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