Review Persona 5

Bem-vindos a Tokyo

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Gráficos8.6
Jogabilidade9.2
Banda-Sonora8.6
Diversão9
História9.2
Um dos melhores RPG's da década que tomou o ocidente de assalto.
8.9

Persona 5 é a nova entrada da série de jogos “Persona”. Não é uma sequela direta do Persona 4 sendo que cada Persona tem uma história diferente. Se o jogo o deixa curioso é uma excelente altura para experimentar a nova iteração da série, não precisando de qualquer conhecimento prévio da história dos jogos anteriores.

O jogo foi publicado no Japão pela Atlus em setembro de 2016 e apenas foi lançado na Europa no passado dia 4 de abril pela produtora Deep Silver em conjunto com a Atlus. O jogo foi muito bem recebido no oriente com reviews bastante elevadas, o que fez com que muitos fãs da série de várias partes do globo importassem cópias e o jogassem com o texto e vozes em japonês.

Ao longo do jogo acompanhamos as aventuras de um rapaz que foi transferido para a academia de Shujin após ter sido colocado em liberdade condicional por ser acusado de um crime que não cometeu.

O tom do jogo é bastante mais sombrio que os anteriores, provavelmente devido aos temas que aborda, como o crime e a punição.

O protagonista é o líder dos “Phantom Thiefs”. Os“Phantom Thiefs” são um grupo de jovens que entram numa realidade chamada “Meta Verse” para invadir a mente de adultos corrompidos com o objetivo de derrotar os seus demónios e roubar o seu coração.

Cada adulto tem o seu próprio “palácio” no “Meta-Verse”, sendo este o local onde podemos observar a representação dos seus desejos mais profundos e dos seus crimes. Por exemplo, um dos “palácios” representados no jogo é o de um pintor que utiliza os seus jovens pupilos para plagiar as suas obras ficando com toda a fama e dinheiro. O “palácio” é um museu gigante em que as cores predominantes são o dourado, representando a sua ganância e o tamanho megalómano do museu, o seu ego.

Após o roubo desse tesouro os adultos têm uma mudança de comportamento, confessando e respondendo pelos seus crimes.

O gameplay é a mistura de um RPG (Role-Playing Game) por turnos com Stealth, em que o jogador ao tomar uma abordagem mais furtiva pode obter um turno de ataque para cada membro da “party” em que é livre para atacar os adversários e estes não se podem defender. O que na maioria das vezes é a melhor abordagem, visto que as “emboscadas” feitas pelos adversários podem ter efeitos devastadores e podem levar muitas vezes a uma derrota e terem que repetir alguma secção do jogo.

Os confrontos, são comuns ao que se pode esperar de um RPG, em que o adversário tem algumas fraquezas e resistências e cabe ao jogador descobrir quais são e explorá-las para o derrotar. Cada membro dos “Phantom Thiefs” tem a sua persona, sendo que o protagonista pode guardar várias de uma só vez. É possível colecioná-las como nos jogos Pokemon, em que podemos capturar várias personas até encontrarmos as melhores e as que mais se adequam ao estilo do jogador.

Existe um sistema que permite fundir personas em que estas se colocam em guilhotinas, e, de uma forma dramática, após a execução surge uma persona mais poderosa.

É possível obter um bónus de EXP para a persona nova que surge da fusão, mas este depende do nível de confiança que se tiver com as pessoas que o rodeiam. Uma forma de evoluir o nível de confiança é fazer algumas atividades com elas em Tokyo, como por exemplo, ir ao cinema, jantar fora e fazer jogging.

A parte mais importante do jogo é saber gerir as atividades do mundo real com os assaltos, porque cada assalto tem um prazo de tempo para ser realizado. Caso o jogador não cumpra o assalto no tempo estipulado… Game Over.

As atividades disponíveis em Tokyo são bastante interessantes e variadas. Entre outras, poderão optar por trabalhar em part-time em cafés, estudar ou jogar baseball. Estas atividades poderão parecer desinteressantes mas servem como pausa do “Meta-Verse” em que cada atividade evolui stats diferentes como a inteligência, o charme, entre outros.

Enquanto no Persona 4 os dungeons eram monótonos, previsíveis e repetitivos, no Persona 5 os dungeons são mais criativos havendo o efeito surpresa do layout dos mapas, tornando a experiência mas agradável e aumentando a “replayability”.

Em termos gráficos o jogo parece-se bastante com uma manga. Existe um grande cuidado com pequenos pormenores, em que um simples menu de combate tem uma apresentação apelativa e as animações, tanto fora como dentro de combate, estão muito bem executadas. Apesar das animações dos combates surgirem inúmeras vezes, estas nunca perdem o brilho e conseguem manter a frescura ao longo de todo o jogo.

Algumas texturas do jogo já começam a mostrar a sua idade, mas este facto não retira o jogador da experiência que mesmo assim não deixa de ser um título bastante atraente a todos os fãs de anime.


O Persona 5 é um dos melhores RPG’s das últimas décadas. Mesmo misturando elementos de outros jogos consegue ter um estilo bastante próprio. É mais um título imperdível para os fãs de RPG’s, embora para quem não seja fã este não será certamente o melhor título para se aventurar neste género de jogo.  

Recomenda-se tanto a fãs da série, como a quem nunca jogou nenhum Persona. Caso tenha curiosidade pela cultura japonesa e pretenda fazer uma “viagem” pela selva urbana de Tokyo, este será sem dúvida um jogo a não perder.


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