Review: For Honor

De que lado estás?

35939
0
Share:
Gráficos8.9
Jogabilidade8.6
Banda-Sonora7.6
Diversão7.9
História7
8

For Honor é um dos novos jogos de ação da Ubisoft. É um título bastante diferente dos que estamos habituados a ver, tanto pelo cenário medieval como pelo combate inovador. A Ubisoft está de parabéns por trazer algo novo a esta indústria que se está a tornar saturada por jogos como Call of Duty, Fifa’s e Battlefield’s, e que todos os anos inundam as prateleiras com as suas entregas anuais, que apesar do seu grande sucesso de vendas, as diferenças desses jogos de um ano para o outro não são muitas.

Este jogo situa-se num passado alternativo em que após uma grande catástrofe, três facções: os Vikings, os Samurais e os Knights lutam por território e recursos que são escassos. Quando parecia que esta batalha ia terminar, o warlord Apollyon cria uma gigantesca guerra para lhes provar que na sua natureza reside o espírito guerreiro.

 

No Single-player assumimos a identidade de várias classes de cadafacção e acompanhamos o desenrolar da história do ponto de vista das facções.

É aconselhável jogar primeiro o Single-player antes de saltar para o Multiplayer uma vez que o modo de história prepara o jogador mostrando-lhe as várias classes e ensinando-lhe os combos essenciais de cada uma.

O jogador é posto em cenários variados, quer seja a enfrentar bosses bastante fortes ou em situações de desvantagem. Frequentemente é colocado contra vários adversários em simultâneo, o que é um excelente treino para o modo multiplayer.

A campanha dura até cerca de seis horas e meia, é por isso bastante curta, repetitiva e acaba por se tornar previsível, o que é uma pena porque tem bastante potencial.

Em relação ao gameplay no For Honor, é-nos introduzido um sistema de combate chamado “Art of Battle” que consiste no posicionamento da arma do jogador em três posições (esquerda, direita e cima), podendo atacar e bloquear. Para atacar simplesmente terá que escolher uma das três posições e fazer ataques “leves” ou “pesados”. Para bloquear o ataque do adversário é necessário prever o lado que este escolheu, analisar a sua linguagem corporal e posicionar o analógico para defender.  

A mistura deste sistema com “Dodges” e “Grabs” dá uma profundidade ao gameplay bastante elevada onde à primeira vista parece bastante simples.

Este jogo tem uns gráficos fabulosos, desde Valkenheim (terras dos Vikings) aos castelos de Ashfield. Os cenários são bastante variados e apresentam muitos detalhes. Os modelos das personagens também estão muito bem detalhados. O facto de todas as personagens utilizarem capacete foi uma forma inteligente de não terem que se preocupar com expressões faciais e lip synching, problema que assombra quase todos os jogos atuais.

O Multiplayer foi a maior aposta da Ubisoft neste título. Este apresenta vários modos como “Dominion”, que na minha opinião é o mais interessante. É um 4vs4 em que cada equipa tem que controlar áreas no campo de batalha e aguentá-las para ganhar pontos. Quando a equipa tiver um certo número de pontos tem que eliminar os adversários para ganhar. Existe também o modo de jogo “Skirmish” em que duas equipas de duas pessoas lutam até à morte numa arena e a equipa que ganhar três rondas vence o combate.

Um dos modos de jogo também disponível é o “Duel”. Este é um combate mano a mano em que se luta até à morte e mais uma vez quem atingir primeiro as três vitórias ganha.

A maior motivação para jogar estes modos de jogo é o sistema de loot que é bastante aliciante. O jogo permite customizar completamente as personagens e a cada jogo que passa ganha-se steel que permite comprar loot boxes, que pode trazer gear raro. No fim de cada jogo o jogador pode ser premiado com gear aleatório mas habitualmente nunca é tão bom como o que sai nas loot boxes.

É um excelente título que apresenta bastante pontos fortes como o multiplayer e o sistema de combate. Os pontos fracos, como a curta e repetitiva campanha e o uso de microtransações no multiplayer, fazem com que este não seja um dos melhores jogos de ação medieval desta geração.


Share:

Leave a reply